A Identidade
Hoje voltei a sentir
o cheiro a mofo
deste local fechado...
algo não está bem...
a manhã escurece a sombra
e noite mata-a...
Depois,
ao outro dia...
Acordo um pouco mais velho
e vejo outra vez a sombra
a sombra do que fui e sou
o que construí caiu...
o que estava em pé
se desmoronou...
e cobriu de pó
o meu espelho...
aonde me via e desejo
sim...o pó...
me fez fechar as janelas...
terei de ir para outro lugar...
Em consciência suspiro
engoli a saliva calado
ao jantar levo alguma comida á boca
depois deito-me com as duvidas
em interrogação
Já tarde e cansado do nada
só e comigo ouvindo
o saltitar dos ponteiros
do meu relógio...
adormeço...
È mais um dia
o tempo marca o passo
hoje outra vez só...
a espera de motivação
de captar uma essência
se torne em mim aptidão
A noite escurece...
a sombra desaparece
e mais um dia em que não esquece
que se envelhece...
A espera cansa e entristece
deixa-me só mais esta noite
sem identidade...rumo
e fragilidade...
o que sou ou faço...
vale algum dinheiro
o tempo que perco
não vale o sacrifício que passo
não paga a fome...
e nisto risco a pele e espero…
ele escorre melhor...
que as lágrimas
da lamentação…
O sangue ensopado é limpo...
o pano sujo queima-se...
enquanto não faz crosta e seca
a mutilação desvia a atenção
Já tarde…
Embebedo-me....e feliz
Acordo esquecido...
levanto-me, abro a janela
forma-se a sombra
mas hoje eu limpo o meu espelho.
Autor:
Tiago Campos
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domingo, 19 de dezembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Obsessão
De onde vieste...
que desejo crias-te
larga-me, deixa-me!
leva esta crença...
este pensamento
Leva esta obsessão
sabes..que não és
importante
sabes que não tens
razão...
Larga-me...leva tudo
esta ideia errada
esta razão cercada
não há nada a adiar...
não quero mais divagar.
Foram ideias carentes
sementes mal espalhadas
experiências arrastadas(forçadas)
regressa ao teu leito
tira a mão do meu peito
Leva a preocupação
a vontade apertada de gritar
e a obrigação
que se tornou preconceito
caminha distante...
O tempo por nós...
já passou nada deixou
e nada marcou...
de tudo o que trouxeste
leva aquilo que não pedi
Leva esta imposição
esta duvida...
leva as perguntas em vão
não posso flutuar
na tentação
eu não me atiro...
Quero cair...
na areia do meu deserto...
rebentar com esta revolta contida...
quero meu ar para respirar
ter uma sede de viver(vida)
eu não quero ser um martir
desta minha crença...
Liberta-me e foge...
enquanto olho para a lua
e(se) solta uma corrente de ar
Autor:
Tiago Campos
que desejo crias-te
larga-me, deixa-me!
leva esta crença...
este pensamento
Leva esta obsessão
sabes..que não és
importante
sabes que não tens
razão...
Larga-me...leva tudo
esta ideia errada
esta razão cercada
não há nada a adiar...
não quero mais divagar.
Foram ideias carentes
sementes mal espalhadas
experiências arrastadas(forçadas)
regressa ao teu leito
tira a mão do meu peito
Leva a preocupação
a vontade apertada de gritar
e a obrigação
que se tornou preconceito
caminha distante...
O tempo por nós...
já passou nada deixou
e nada marcou...
de tudo o que trouxeste
leva aquilo que não pedi
Leva esta imposição
esta duvida...
leva as perguntas em vão
não posso flutuar
na tentação
eu não me atiro...
Quero cair...
na areia do meu deserto...
rebentar com esta revolta contida...
quero meu ar para respirar
ter uma sede de viver(vida)
eu não quero ser um martir
desta minha crença...
Liberta-me e foge...
enquanto olho para a lua
e(se) solta uma corrente de ar
Autor:
Tiago Campos
domingo, 3 de outubro de 2010
A desgraça
A desgraça corre nas ruas...
As diferenças e os azares
dos que se conformaram
parecem deixar para trás
a revolta e a vergonha...
ai corre...o tempo passa.
o cheiro transpirado não o sinto
as lágrimas não lavam a minha alma
só pedem para voltar para o
meu canto
eu era um aparte...
ou não...
A desgraça corre no pensamento...
consciente e descrente,
esta gente ainda esboçava um sorriso,
mas o seu olhar estava abatido...
O fracasso...transformou-se
em trauma o perdão esqueceu-se
valorizou o relativo e
desfigurou o objectivo
tornou-o único no tempo...
Porquê...
porque quando caminho...
vejo sempre esta miséria...
as recordações não se lembram
e ainda me martirizam...
sufocam e empurram-me para o
canto o silencio cala-se
e eu falo sozinho da consequência
dos meus defeitos...
porque...
era imenso o pensamento...
o coração...porque queria
ver o que estava distante
tropeçava...
no que estava a minha beira...
era imaginação ela não corre
persegue...era outra realidade
criada...para todos e com todos...
era alguém...
mas era imenso...incrível
eram tantas as escolhas...
que eu com medo hesitava
sabia que não era o fim
mas sim a curiosidade de saber
qual era a acertada...
eu remoía no meu canto..
enquanto olhava para as ruas...
as minhas ruas
Lá diante quando lá chegasse
sabia que havia algo mais distante
e nada a parava... a desgraça...
a depressão...que só
um vicio tolerava...
Autor:
Tiago Campos
As diferenças e os azares
dos que se conformaram
parecem deixar para trás
a revolta e a vergonha...
ai corre...o tempo passa.
o cheiro transpirado não o sinto
as lágrimas não lavam a minha alma
só pedem para voltar para o
meu canto
eu era um aparte...
ou não...
A desgraça corre no pensamento...
consciente e descrente,
esta gente ainda esboçava um sorriso,
mas o seu olhar estava abatido...
O fracasso...transformou-se
em trauma o perdão esqueceu-se
valorizou o relativo e
desfigurou o objectivo
tornou-o único no tempo...
Porquê...
porque quando caminho...
vejo sempre esta miséria...
as recordações não se lembram
e ainda me martirizam...
sufocam e empurram-me para o
canto o silencio cala-se
e eu falo sozinho da consequência
dos meus defeitos...
porque...
era imenso o pensamento...
o coração...porque queria
ver o que estava distante
tropeçava...
no que estava a minha beira...
era imaginação ela não corre
persegue...era outra realidade
criada...para todos e com todos...
era alguém...
mas era imenso...incrível
eram tantas as escolhas...
que eu com medo hesitava
sabia que não era o fim
mas sim a curiosidade de saber
qual era a acertada...
eu remoía no meu canto..
enquanto olhava para as ruas...
as minhas ruas
Lá diante quando lá chegasse
sabia que havia algo mais distante
e nada a parava... a desgraça...
a depressão...que só
um vicio tolerava...
Autor:
Tiago Campos
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O sinal...
caminhando de frente para o sol
sinto o suor do que penso
uma luz tão forte que tal como a escuridão
me cega e a cada passo estou atento
no entanto sem me aperceber o meu inconsciente
trouxe-me aonde eu queria, mas inesperadamente
não sabia o que sentir, e não me pronunciei...
divagando em suposições eu te chamei...
e quando te olhei nos olhos, não perguntei o que
queria nem pensei, chamado a razão eu me bloquei
...este silencio que nem o sorriso e olhar solta
nada nos pergunta nem nos diz o que ambos queremos...
e não...o embaraço ansioso calava-se
e num sentimento acriançado imaginava um beijo teu
o começo de algo desprepositado, que para descomprimir
dizia algo banal para dispersar...
e tudo se ofuscava, o sinal
era o tal que estupidamente nos chamava louco
e nos puxava para trás no passo em frente
e com rodeios o tempo passava...
não arrisca nem saciava a duvida do coração
e acabava com emoção a pedido do medo
assim ficava abraçado a tentação
acabando nesta solidão...
Autor:
Tiago Campos
sinto o suor do que penso
uma luz tão forte que tal como a escuridão
me cega e a cada passo estou atento
no entanto sem me aperceber o meu inconsciente
trouxe-me aonde eu queria, mas inesperadamente
não sabia o que sentir, e não me pronunciei...
divagando em suposições eu te chamei...
e quando te olhei nos olhos, não perguntei o que
queria nem pensei, chamado a razão eu me bloquei
...este silencio que nem o sorriso e olhar solta
nada nos pergunta nem nos diz o que ambos queremos...
e não...o embaraço ansioso calava-se
e num sentimento acriançado imaginava um beijo teu
o começo de algo desprepositado, que para descomprimir
dizia algo banal para dispersar...
e tudo se ofuscava, o sinal
era o tal que estupidamente nos chamava louco
e nos puxava para trás no passo em frente
e com rodeios o tempo passava...
não arrisca nem saciava a duvida do coração
e acabava com emoção a pedido do medo
assim ficava abraçado a tentação
acabando nesta solidão...
Autor:
Tiago Campos
Porquê tu
Um olhar frontal
fez-me sorrir
uma reacção envergonhada
conteve-me e nada disse
como és bela...
é O teu sorriso carismático
o teu olhar confiante...
e a tua voz firme contagiante...
intrigado...
Penso...em segredo...
esperando impacientemente
o sinal e o momento
para este seja revelado...
é esta atracção inesperada
que me prende preplexo
será coincidência?
séra especial...
e pergunto-me...
quem és tu...
porque que é que me iluminas
e me deixas curioso
sim...porquê eu e tu...
hoje...agora..
é um momento...uma ocasião?
sem explicação e continuação...
dá-me pistas...
diz-me para onde vais
que isto tem lógica...
ou sentido...
e que o instinto
tem um coração
um destino e nos revela
uma paixão...
Autor:
Tiago Campos
fez-me sorrir
uma reacção envergonhada
conteve-me e nada disse
como és bela...
é O teu sorriso carismático
o teu olhar confiante...
e a tua voz firme contagiante...
intrigado...
Penso...em segredo...
esperando impacientemente
o sinal e o momento
para este seja revelado...
é esta atracção inesperada
que me prende preplexo
será coincidência?
séra especial...
e pergunto-me...
quem és tu...
porque que é que me iluminas
e me deixas curioso
sim...porquê eu e tu...
hoje...agora..
é um momento...uma ocasião?
sem explicação e continuação...
dá-me pistas...
diz-me para onde vais
que isto tem lógica...
ou sentido...
e que o instinto
tem um coração
um destino e nos revela
uma paixão...
Autor:
Tiago Campos
O beco...
Num beco sem escolhas
olhei para trás e vi o medo
de viver e de morrer
fechei os olhos mas não me
conseguia deixar adormecer
eu não sou quem penso
não gosto de nimguem
nem de mim...esta pressão
esta pressão..que só sai
com um golpe no meu corpo...
(mas)e o sangue que escorre
já não lava o meu rosto
só seca o meu corpo
é tão forte...
tão forte como o pensamento
como a fraqueza...
ao desprezar o amor...
os outros num mundo
quando nada tem valor
no fundo...
Quando o nosso egoismo
não nos defende
nos entregamos demais
a quem nos prende
é o medo...
eu olhei para trás..
e vi...o medo de viver
e de morrer...por muito
quissese....
Autor:
Tiago Campos
olhei para trás e vi o medo
de viver e de morrer
fechei os olhos mas não me
conseguia deixar adormecer
eu não sou quem penso
não gosto de nimguem
nem de mim...esta pressão
esta pressão..que só sai
com um golpe no meu corpo...
(mas)e o sangue que escorre
já não lava o meu rosto
só seca o meu corpo
é tão forte...
tão forte como o pensamento
como a fraqueza...
ao desprezar o amor...
os outros num mundo
quando nada tem valor
no fundo...
Quando o nosso egoismo
não nos defende
nos entregamos demais
a quem nos prende
é o medo...
eu olhei para trás..
e vi...o medo de viver
e de morrer...por muito
quissese....
Autor:
Tiago Campos
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O fim do dia...(o deitar)
Hoje foi mais um dia...
em que senti a vida passar
ao lado daquilo que penso…
é mais uma noite…
em que me deito na cama
e tento reconstruir os meus sonhos...
para não acabar mais frustado
um dia como muitos outros
em que sinto um tédio profundo
e vejo que estou a mercê de tudo
Em que não vivo apenas sobrevivo...
eu não ando mas arrasto-me
em que nada construo e pouco respiro…
Não sei...porque me apaixono
por quem não quero ou só gosto
de quem me despreza...
Não sei…porque as minhas aptidões
não coincidem com os meus gostos,
porque ninguém ouve as minhas preces…
é como se nunca conseguisse o que queria
mas sim o que me esperava...
e o destino sentenciava
E torna-se difícil acreditar…
Que estes sonhos vão continuar
E que o tempo não me faça mudar…
Autor:
Tiago Campos
em que senti a vida passar
ao lado daquilo que penso…
é mais uma noite…
em que me deito na cama
e tento reconstruir os meus sonhos...
para não acabar mais frustado
um dia como muitos outros
em que sinto um tédio profundo
e vejo que estou a mercê de tudo
Em que não vivo apenas sobrevivo...
eu não ando mas arrasto-me
em que nada construo e pouco respiro…
Não sei...porque me apaixono
por quem não quero ou só gosto
de quem me despreza...
Não sei…porque as minhas aptidões
não coincidem com os meus gostos,
porque ninguém ouve as minhas preces…
é como se nunca conseguisse o que queria
mas sim o que me esperava...
e o destino sentenciava
E torna-se difícil acreditar…
Que estes sonhos vão continuar
E que o tempo não me faça mudar…
Autor:
Tiago Campos
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