sábado, 26 de novembro de 2011

A dor

A dor

Dói-me quando acordo
o sonho acabou,
Estou noutra realidade
E não sei quem sou

Tanto tempo sem ouvir nada
Livre e sem ordens…
Ao silencio aonde ninguém
me diz onde estou.

Dói-me quando olho para trás
Lembro-me do que não quero
e não das razões que me aqui deixou
pergunto-me se me deixo deitado

Custa-me levantar este corpo
dar de comer ao ego e procurar
o meu orgulho desse passado
que não está no meu túmulo…

Não sei a direcção do futuro
Acordei sem alma, sem rumo
Alguém que apague essa luz…

Autor:
Tiago Campos

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O Acidente

O Acidente

um instante passou
eu não vi
outro não reparou
escorrido de sangue
eu acordei

uma distracção
e a minha vida mudou
a noite chegou
ninguém me encontrou
preso ao sinistro

não me admito
culpado
desta fatalidade
estou preso
encastrado...paralítico

aguardo...
em sofrimento
a sentença
o destino…
que ele preparou

espetado
encarcerado
ensopado
no meu sangue
espero o anjo

que perceba o destino
rebolo-me
em dores
para me soltar
sem rasgar as feridas

mas numa cova caio
enrolado em silvas,
ratos, moscas e larvas
que o diabo ordenou
me corroem

antes que cicatrize...

vem me buscar
depressa, acabou!
sem pregos nem cruz...
no improviso
que ele me montou!

Autor:
Tiago Campos

O propósito

O propósito

Lamento,
que não saibas
a verdade que sou...
mostro-te o sorriso
que queres...

mas...
o que pensas de mim
altera a reacção
altera aquilo que sou...

sou forçado a ser
o que não sou
o que não sinto...
e engano a ética...
liberto-me, sem razão

e assim digo não
á verdade procurando
a paixão o momento
um sustento

o que aconteceu
foi um grito, um descuido,
que esconde honestamente
o mal que sou

para sorrir…

Ofereço o bom de mim
honestamente apago
Aquilo de mau….
Que penso ou sou…


Aquilo que gosto
O caminho que quero
e no qual eu vou,
O amor é grande…

e a vida...
uma descoberta..

Só os livres
vivem sem ti preconceito
Não entendo a duvida….
a imperfeição

só a certeza...

Só as experiências me dão
a mim uma razão…
que prova a nossa união
só o fulgor da emoção

A partilha, as carícias
o toque e a paixão..
que nos deixa cair
em tentação...

e ate a traição...
só a liberdade pura...
nos alimenta sem pressão
sem ciúme e preocupação...

só, o pensar,
o levar-te a pensar...
nos leva a acreditar,
que uma mentira ganha
assim a razão...

Autor:
Tiago Campos

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O Carinho

O Carinho

Tão bom
a tua companhia
a nossa partilha

Sorrir ao teu lado
a cada olhar

Tão bom…
Dar-te um abraço
Sentir os teus cabelos
o entrelaçar de nossos dedos…

Sentir o apertar da tua mão
o suspiro por mim respirado…
e cair por ti fraco…

Tão bom
O toque
dos teus labios ao beijar….

O encostar de nossos corpos
O cheiro do fechar
do nosso olhar…

Entregar-me,
deixar fluir
deixar jorrar…

o teu aceitar…

Tão bom
O sabor humido
dos teus beijos
a pele macia do teu rosto…
o calor do teu corpo

Que firme e esbelto
me enlouquece…
e o desejo quente
e incontrolavel…

Tão bom…
O nu do nosso toque
o arrepio ao passar
o carinho…o amor
que só tu me podes dar…

Dedicado a MJ

Autor:
Tiago Campos

sábado, 30 de abril de 2011

A descrença

A descrença

Hoje tal como ontem
não me apercebi
desmotivado ou chateado
baixei a cabeça
quando passou…

Hoje repetiu-se
a par da distracção
do desespero...
deixei passar
tudo o que tinha para dar

Perdeu-se...

Era hoje...
e quando menos contava
deixei escapar o que mais esperava
e ela foi-se…
deixando a esperança irritada

As vezes não vejo
outras duvido que vejo…
perdeu-se a oportunidade…
e inoportunamente
ansioso, deixou-me…

No meu rosto...

Viu a ignorância e era o medo...
que me faz permanecer atento
que ao mesmo tempo...
me pára no momento,
invade o pensamento.

Esta incomodada, foge...
não gosta da hesitação
não...a verdade não transparece
desta insinuação
desta falta de coragem

deitei-te fora...
quando estava aquém de mim
desperdicei o que queria
quando minha alma tremeu
uma falsa fé viste...

erradamente do meu eu

deitei fora!
deitei-te num lixo
e custa depois
da fome passada...

consumir-me
constantemente
nisto...

Autor:
Tiago Campos

O ignorar

O ignorar

Cá vou eu…
sempre a andar
não vou parar
o que se atravessar
é para eu saltar

nada tenho para dar
não é contigo
não é o que tenho...
Eu vou ignorar
hoje morri...

Morri para o mundo
não tem compreensão
não escondo nada
porque não há justificação
porque não há razão,

para a depressão
para a desilusão
basta estar a chover
e tu sem querer
entendes que te odeio

devido algo que pensas
que escondo no meu ceio
e amuado não digo
que gosto nem odeio...

sem que amanha
recupere a imagem
que deixo de mim...
que também ignoro
em desprezo eu morro

e mesmo isso...

que para mim acontece
e o sentimento que prevalece
no pensamento do meu meio
em que estou que não aquece...
do meu meio…

simplesmente ignoro
e parto em rumo
do que transpareço
para a solidão...

com ódio e remorsos
tentados pelo
em meu coração.

Autor:
Tiago Campos

A raiva

A raiva

Não...
já não há espaço
para mais um surdo,
ou um mudo aflito...
não cresças dentro de mim

deixei o tempo,
passar a minha frente...
e controlado...
a resposta ficou por dar
ao meu ego aborrecido...

ficou por dizer...
a ultima palavra
que não se fez ouvir...
e uma posição
ficou por marcar

ferve em mim
em revolta...
quer lá voltar...
quer se virar e dizer...
o que tem para falar

porque...

eu quero esquecer,
esse pé que me pisou
a maneira de falar
a arrogância estúpida
e precipitada...

Estou irritado
deixei e ficou acumulado(a)
com vontade de vomitar
neste mundo tonto e desorientado...
quero paz...

estou cansado...
vivo a correr
não me apertes...
não me sufoques
deixa-me viver

não interessa...
o que faço hoje
o que amanha sou
não quero ser

aquilo, que querem
ou pensam que sou

Autor:
Tiago Campos